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Polícia divulga nota falando sobre suspeita de participação de outras pessoas na morte de secretário e filho

Caso gerou forte comoção na cidade e no Brasil

Casos de grande repercussão costumam abrir espaço para uma enxurrada de informações desencontradas, suposições e versões não confirmadas. Em meio à comoção, boatos se espalham rapidamente e aumentam ainda mais a tensão coletiva.

Foi nesse cenário que a Polícia Civil de Goiás se pronunciou para esclarecer pontos centrais sobre a morte do secretário de Governo de Itumbiara, Thales Naves Alves Machado, e de seu filho mais velho.

De acordo com as autoridades, não há indícios de participação de outras pessoas no episódio ocorrido na noite de quarta, dia 11 de fevereiro, na residência da família. As investigações apontam que Thales, de 40 anos, atirou contra os dois filhos e, em seguida, tirou a própria vida.

O adolescente Miguel Araújo Machado, de 12 anos, não resistiu. Já o caçula, de 8 anos, foi socorrido e permanece internado em estado gravíssimo no Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos.

O caso é tratado como homicídio consumado e homicídio tentado, seguidos de autoextermínio por parte do autor. O inquérito está sob responsabilidade do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Itumbiara, que acompanha os laudos periciais, coleta depoimentos e realiza diligências, mantendo o sigilo das apurações.

Segundo informações divulgadas, familiares teriam tomado conhecimento da situação após uma publicação em tom de despedida feita pelo secretário em rede social. O conteúdo foi apagado pouco depois.

Thales era genro do prefeito Dione Araújo e estava casado há 15 anos com a mãe das crianças, que se encontrava em viagem no momento do ocorrido.

Diante do impacto, a Prefeitura decretou luto oficial de três dias, com suspensão de atendimentos administrativos e ajustes no calendário escolar da rede municipal. O governador Ronaldo Caiado também se manifestou, afirmando que suspendeu compromissos para prestar solidariedade à família.

Enquanto o velório do adolescente ocorre na casa do avô, a cidade acompanha as investigações e tenta lidar com a dor, agora diante da confirmação oficial de que não houve envolvimento de terceiros no caso.