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GOLEIRO BRUNO REVELA PORQUE O CORPO DE ELISA NUNCA APARECEU. – News

GOLEIRO BRUNO REVELA PORQUE O CORPO DE ELISA NUNCA APARECEU.

O guarda-redes Bruno revelou finalmente o que aconteceu com Elisa Samudo. Eu nunca disse pr as pessoas que sou inocente, mas tive de segurar um problema muito grande, porque envolve a situação envolve facção, a situação envolve pessoas que que vão para além do que vocês imaginam. Exatamente. Pá, hoje vamos descobrir o que de facto aconteceu nesta história que anda aí desde 2010.

Um crime bárbaro. Elisa Samúdio saiu de casa em busca de uma vida melhor, conheceu o mundo milionário dos jogadores de futebol e acabou assassinado. [música] Existem algumas histórias que o tempo não apaga. Na verdade só mudam de forma. Há mais de uma década que o O Brasil assistiu, quase em tempo real a queda de um ídolo.

O guarda-redes Bruno Souza entregou-se à polícia esta tarde no Rio de Janeiro e já existe uma prova material para justificar a detenção temporária determinada pela justiça. O sangue encontrado no seu carro era mesmo da ex-namorada Elisa Samúio, que está desaparecida. Bruno Fernandes não era apenas um guarda-redes, não.

O gajo era capitão do Flamengo, estava cotado paraa seleção mundial e ele ainda tinha um pré-contrato pro Mila. Pensa só, Bruno tinha um mundo nas mãos, mas em causa de algumas semanas apenas, tudo isto evaporou-se, dando lugar a uma trama macabra de rapto, assassinato e um corpo que até hoje, 16 anos depois nunca foi encontrado.

Durante mais de uma década ouvimos as versões de advogados, da acusação, da defesa técnica. A gente cansou-se de ler e ouvir especulações da comunicação social. E o guarda-redes Bruno quase nunca falava, mas quando falava era medido, muito pouco, era instruído, tudo tinha uma narrativa amarrada. Só que agora alguma coisa mudou.

Recentemente, Bruno decidiu falar e não foi só um discurso rápido, não. Ele deu um depoimento longo, bem detalhado, onde pela primeira vez tenta explicar não o processo jurídico, mas a lógica por trás do silêncio dele. Eu simplesmente, Madarine, segurei o BO e eu fui obrigado a segurar. E e vou dizer-te uma coisa, é triste, deixei minha minha vida toda escapar pelas as minhas mãos.

Bruno fala sobre o relacionamento com a Elisa, sobre o momento exato em que tudo saiu do controlo e o mais perturbador. Ele introduz alguns elementos que antes eram apenas sussurros. Eu estou a falar do medo, do envolvimento de facções e a razão pela qual hoje diz que não poderia fazer nada. Deixando bem claro que a gente não está aqui para refazer o trabalho da justiça, porque o que a justiça julgou, ela já julgou, não é? Mas a gente vai fazer aquilo que a gente faz de melhor neste canal, certo? ouvir o que foi dito, analisar todo o contexto, toda a

Encontradas fotos do menino Bruninho junto ao sítio do goleiro Bruno | VEJA

a situação e perceber exatamente o que que existe de verdade e o que que existe de manipulação nesta história do guarda-redes Bruno aí. Então, você que está a chegar aí agora, esmaga o gostei, porque além de você mostrar ao YouTube que gosta este tipo de vídeo, ainda me dá uma força monstruosa para continuar a postar aqui neste canal.

Sem mais demoras, vamos pro vídeo. A desconstrução do romance. Para percebermos o peso do que o Bruno diz hoje, precisamos de voltar ao ano de 2009. O cenário era o Rio de Janeiro com muitas festas, dinheiro e o auge do futebol. Foi neste ambiente que Bruno e Elisa conheceram-se bem naquela época, quando tudo corria muito bem para o guarda-redes Bruno.

Se falar com o Bruno, teve um caso com a com a Elisa? Você teve um relacionamento de um romance, romance ficante? Não, eu tive o seguinte, festa em casa do Paulo Vitor, o Paulo Vitor disse assim, estava estreando o seu apartamento, falou assim que ia fazer lá uma festa, que estavam lá umas meninas, que eu queria muito que eu participasse nesta festa.

Eu estou a descansar. Paulo Vitor me liga, Bruno, vem para aqui, vem para aqui. Eu disse: “Meu, não vou. Ele vem para aqui, vai ser você beber uma cerveja, depois vai-se embora. Vem cá, pá, estou muito grato, tal. Estou fazendo uma festa minha de São Paulo, vem cá.” Eu disse: “Mano, não vou”. Ele não satisfeito, sai de sua casa e vai lá em casa, disse: “Mano, vamos lá, não faz essa desfeita comigo, não”.

Depois eu Eu disse: “Eh pá, Paulo, então vou lá tomar uma cerveja, depois vou lá tomar uma cervejinha contigo, tal e vou vir embora”. Assim, nesta festa acontece uma situação, ok? Homens e mulheres e tal. Uhum. O preservativo rebenta e aí o meu relação com a Elisa termina aí. Foi nesse dia, dei-lhe a pila do dia seguinte, ela tomou à minha frente e termina aí.

O que começou por ser um encontro casual em uma festa, rapidamente se transformou numa bola de neve. A Eis engravidou e o Bruno, que estava no auge da sua carreira prestes a ir paraa Europa, não aceitou esse facto. Teoricamente, o que era para ser resolvido em paz e com o diálogo se transformou numa guerra.

Durante meses, o Brasil inteiro assistiu a uma novela da vida real. A Elisa ia para a TV pedir conhecimento e o Bruno não só negava, mas também fugia dos oficiais de justiça. Ah, e então fizeram? Depois ele pegou, começou a bater-me, disse assim: “É, tu não queria se aparecer, foi ao jornal rindo, dizendo que ficaste com isso, com aquilo, deu-me dois enormes bofetões na cara”.

Depois pegou e ficou rodando, rodando, rodando. Disse assim: “Ah, não sei se eu mato-te, não sei o que é que eu faço”. Aí eu disse assim: “Ah, se me matar é pior porque as pessoas vão atrás de ti”. Aí ele disse assim: “Ah, depois ele pegou e falou: “Mas se eu te matar e te atirar para qualquer lugar, não vão descobrir que Fui eu”.

A tensão desta situação foi escalando a um nível astronómico. Do nada, as ofensas começaram a ficar maiores. Estas ofensas que eram maiores transformaram-se em ameaças, as ameaças em boletins de ocorrência, que depois se já viste tudo desandar, pá. E segundo ela, passou a ser [música] perseguida pelo jogador. Elisa chegou a apresentar queixa contra Bruno por tentativa de sequestro, agressão e ameaça.

Qual de vocês aí que é casado que não que nunca brigou com a mulher, que nunca discutiu, que nunca até saiu à mão com a mulher, não é, pá? Não há como, é briga de marido, mulher, ninguém mete a colher, chará. Até que em junho de 2010 surge uma suposta trégua e a Elisa recebe um convite, dirigir-se ao Sítio do guarda-redes em Minas Gerais, para fazer um acordo com ele, pegar no dinheiro e resolver a vida do futuro filho.

Denúncias anónimas levaram a polícia ao sítio de Bruno em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte. A informação era que Elisa tinha sido agredida e morta. As roupas teriam sido queimadas e o corpo ocultado. Acreditando que a guerra teria terminado, [música] Elisa aceitou o convite e entrou no carro com o bebé de cola.

Depois desse dia, ela nunca mais foi vista. Quando o menino tinha pouco mais de 3 meses, mãe e filho foram separados e desapareceram. Elisa havia sido raptada por Luís Henrique Ferreira Romão, o macarrão, amigo e braço direito de Bruno, e Jorge Rosa Sales, um primo do jogador. Foi agredida fisicamente dentro do veículo do então guarda-redes, recebeu coronhadas, sangrou dentro do carro.

A justiça concluiu que, na verdade, este encontro não era para fazer acordo coisa nenhuma, era na verdade uma emboscada. Elisa foi levada, mantida em cárcere privado e depois entregue paraa execução. E o Bruno, que foi condenado como arquitecto deste plano macabro todo, depois deste tempo todo, o gajo vem a público e diz que esta história toda não é bem assim, que tem algumas verdades que precisam de ser ditas.

Será? Escreveram um livro a falar, puseram isso num livro. Como é que viu isso? E aí, pá? E depois pega-se eh a perícia, o relatório, aonde que diz lá que é impossível ter acontecido um crime da forma da narrativa de um menor que é completamente noiado e comprovado nos autos. E depois ele não satisfeito, dá quatro, cinco versões diferentes.

Ou seja, quando saiu o mandado de detenção para mim, eu fui preso porque os cães teriam feito o que eh disseram que fizeram. Mas quando sai o relatório, a A própria polícia fala, deixa bem claro, mas a comunicação social colocou isso no ar deste aconteceu? Não. Antes do vídeo continuar, tu que estás procurando evoluir o seu físico, mudar o seu rotina, melhorar a sua autoestima, perder esse boost de gordura aí, clica no link que separei aqui na descrição, me chama no WhatsApp porque eu garanto-te um protocolo 100% personalizado de

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A primeira coisa que chama a atenção no depoimento de 2026 do Bruno é como ele tenta reescrever a natureza da relação que tinha com o Elisa Samúdio. Durante anos, a procuradoria e a comunicação social venderam a imagem de um caso amoroso, muito conturbado, cheio de paixão e muito ódio. Teoricamente seria aquele famoso crime passional, só que na versão do Bruno que que lançou hoje, faz questão de tirar toda essa emoção da jogada e ele transforma-os em nada mais do que um caso qualquer.

Esse esse relacionamento, isso existia um relacionamento entre quem? Você entre mim e quem? E a Elisa? Não, nunca teve um relacionamento. Relacionamento jeito. Porque este papo que há eh ah, ex-namorada, ex, não sei, nunca, nunca aconteceu. Não, não, pá. Foi nesse dia, dei para ela a pila do dia seguinte, ela tomou na minha frente e acaba aí e acabou.

Foi só esse dia. Só esse dia. Três meses depois ela apareceu, disse que estava grávida, que o filho era meu. Foi só nesse dia. Tem uma estratégia por trás aqui, acho que dá para perceber, não é? Ele descreve o nascimento do problema como se fosse um problema técnico. Epá, o preservativo furou, a pílula dia seguinte não funcionou.

O Bruno pinta-se mesmo não como um homem apaixonado ou obsessivo, não. Na verdade, ele coloca-se como um jogador de futebol irresponsável, que estava vivendo a vida louca do Rio de Janeiro e que acabou por cometer um deslize numa noite qualquer. E ao fazê-lo, ele tenta esvaziar a tese de que ele a matou por sentimento.

E aí começa o problema, depois começa um tumulto danada na minha vida. Depois, assim, começa eu, a minha minha, a minha vida realmente no Rio de Janeiro, vira-se de pernas para o ar. A tua cabeça mexeu isso? Mexeu tudo é porque é tudo, todo o sentido. Na verdade, ele está a tentar convencer-te de que a Elisa não era uma ex-amante que detestava, não, mas sim um problema administrativo que teoricamente surgiu meses depois, quando ela bateu à porta dele a dizer que tava grávida.

E é neste momento da história que entra o macarrão lá. Ele a pressão dentro de campo conseguia segurar segurar, mas a pressão fora de campo onde que eu poderia ficar um pouco a minha cabeça tranquila, já não tinha tanta segurança assim, não é? Eu já deixava na mão de outras pessoas. Ah, resolve isso aí. Ah, faz isso por mim.

Não, não, já não quero mais, não, pá. Olha, chegou a um ponto em que eu não tinha mais diálogo com a com a Elisa. Quem tomava conta das das minhas coisas era era o macarrão, que ele fazia tudo para mim, não é? O Bruno externaliza a gestão da própria vida, dizendo que o macarrão resolvia tudo, prepara o terreno para o argumento central da sua defesa hoje.

A que não foi o mandante, mas sim apenas um espectador cobarde da própria tragédia. Mas, pá, o Bruno também vacilava para caramba em várias situações. Uma das coisas que não pode vacilar, não pode cair no esse erro aqui, pá, é deixar de usar o cupão Léo Araújo lá no Grupo Suplemente. Cara, quer comprar suplemento a um preço justo, diretamente da fábrica? Gsuplemente.com.

BR, qualquer outro lugar que compre, isso é um crime, meu amigo. Porque comprando diretamente da fábrica, tem a certeza que está a pagar o melhor preço no melhor produto. A Grove é a maior, é a melhor e os números comprovam-no. Se pagar por boleto no Pix, 10% de desconto. Agora, pagou por boleto no Pix e ainda usou o cupão do seu influenciador favorito, que é o Léo Araújo.

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Só que ele olha para câmara com toda a calma e frieza do mundo e diz: “Eu não mandei, na verdade fui omisso.” O meu erro na situação foi ter sido omisso. Isso faz de mim uma pessoa inocente? Não, em momento algum todo o ju que eu estava, nunca falei pr as pessoas que sou inocente, mas também não sou o demónio da paragem. Eu sei que parece apenas um jogo de palavras que teoricamente não surge efeito, só que a diferença moral que o Bruno tenta criar em cima disto tudo é gigantesca.

Ele coloca-o como se de facto fosse um divisor de águas nesta situação toda. Entendeu? Essa frase foi essa frase que disseste aí agora, o resolve lá. Acha que foi o o rastilho, cara? Não. A situação que aconteceu, Mandarim, eu até tenho tentado, eu até Eu disse isso no meu Júri, quando as pessoas perguntam, a juíza pergunta-me, pergunta o juiz: “Ah, mandou fazer isso?” Fal, falo com ela.

Não, mas sabia? Eu sabia, mas não mandei. Nós vamos resolver. Imagina só esta cena, pá. Você é um miúdo. Garoto, vamos colocar um miúdo de 24 anos. Jogador multimilionário, rodeado de comparses que vão fazer o que você quiser pela influência que tem. Afinal, a maioria destes tipos aí também estão a depender do seu dinheiro, certo? E aí, como problema a Elisa estava a ameaçar a ida do gajo para o Milan, estava a ameaçar a carreira e o seu casamento, é apenas alguém chegar e dizer: “Eh pá, deixa que a gente resolve esta que o gajo abre as

pernas e a partir daí começa a atolar num buraco de [música] de merda”. E neste caso aqui, o deixa que a gente resolve, sabemos exatamente o que significa, pá. Sabe que o cara vai fazer e nesse momento, em vez de você posicionar-se, dizer: “Eh pá, não faça isso, então beleza, concordo contigo”. Para a lei mesmo, para a justiça, no fim das contas não faz assim tanta diferença, porque não só assumiu o risco, como aceitou o resultado daquela proposta que aquele tipo lhe fez, não é? Só que o Bruno tenta vender a narrativa de

que foi atropelado pelos acontecimentos, que os seus amigos na ânsia de livrar a barra da galinha de ovos de ouro, tomaram a iniciativa extrema e meteram os pés pelas mãos. Ele admite que tinha o poder de vida ou morte na própria mão, na ponta da língua, mas escolheu o seu omisso não dizer nada, ficar em silêncio.

Ele até tenta colocar-se como um refém na situação que ele próprio criou. E e vou dizer-lhe uma coisa, é triste. Eu deixei a minha minha vida toda escapar pelas minhas mãos. A minha carreira, a A minha liberdade, de repente, a minha dignidade. Mas, pá, isso isso é demasiado pesado, pá. Isto é um peso. Só que a pergunta que continua a martelar é como que um capitão do Flamengo que está habituado a mandar no balneário pr caramba, fica tão passivo assim enquanto a rapaziada está a levar a mãe do filho dele para a morte, velho? Não faz sentido.

Toda esta passividade, a meu ver, é nada mais do que uma máscara muito conveniente para quem não quer assumir a responsabilidade perante a situação, entendeu? O fantasma da facção e o corpo desaparecido. Se até agora a história estava a parecer um drama de futebol, é aqui que ela se transforma num filme de máfia, o meu parceiro.

Porque uma das maiores angústias deste caso é a ausência do corpo da Elisa. Onde está o corpo da Elisa Samúdio? Por que razão depois de tanto tempo, depois de condenado já, o Bruno não dê essa paz à mãe da Elisa, dona Sónia? Infelizmente Vivo um luto eterno, porque não sei o que foi feito do corpo da minha filha, não sei que fim lhe deram e vivo preso nesse luto.

E a resposta do Bruno abre uma porta para o submundo, pá. Segundo ele, diz que envolve facções. Infelizmente tive que segurar, não posso falar aqui, claro, mas tive que segurar um problema muito grande, porque envolve a situação envolve facção, não sei. A situação envolve pessoas que que vão para além do que vocês imaginam.

Uhum. Portanto, eh, eu só posso dizer isto, só há na minha vida já disse para quem eu tinha de falar. Pela primeira vez o Bruno tira o foco do macarrão ou do bola e joga para uma estrutura muito maior. O argumento aqui é o seguinte: a execução e o sumisto do corpo não foram amadores, foram bem profissionais.

E segundo o Bruno, se ele abrisse a boca sobre quem realmente fez o serviço sujo e como o fizeram, ele não estaria sequer aqui a dar essa entrevista. Segundo ele, estaria morto. Não importa se tivesse preso na cadeia ou se ele tivesse cá fora. Os verdadeiros responsáveis ​​por esta situação toda com certeza dariam cabo da vida dele, segundo as palavras que ele próprio utilizou.

O Bruno ensinou que a ocultação do cadáver foi um serviço pago, caro e definitivo, que o único motivo para ele ter segurado o B sozinho, perdendo a carreira e a liberdade, foi porque a alternativa a fazê-lo era perder a própria vida e isso era impossível dele aceitar. Isso aí explica porque que o corpo nunca foi encontrado. Rapaz, vou-te dizer talvez, viste? Porque eu não sei se conhece a realidade do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, mas tanto no Rio como em Minas existe uma realidade muito macabra de crimes negros, cara, crimes bem

obscuros, onde as pessoas desaparecem e não deixam rasto nenhum. E isto tudo enquanto o sistema está a operar, está procurando por essas pessoas. Só que pode também ser a cartada final de um homem que não tem mais nada para oferecer. Dizer não sei e culpar forças ocultas é muito mais seguro do que admitir que sabe exatamente qual que foi o terreno baldio ou o forno que foi parar os restos mortais da pessoa que estava contigo.

Mas tem um sentimento de filho pelo Bruninho? Tenho. De pai, não é? É de como se ele fosse teu filho. Tenho, tenho. Mas a gente não tem, não temos a, né? A convivência. Aí é outra situação, porque ele falou, ele ele diz na entrevista que troca não sei o que quanto tempo de pensão pelos os restos mortais da mãe. Eu vi isso.

Ele disse isso forte. É muito forte. Muito forte. E e pá, se eu tivesse a noção de alguma coisa desse sentido, eu já teria entregue à dona Sónia há muito tempo. E não sei, não sei o que aconteceu. Não sabe onde tá? Não sei. Os restos mortais da Elisa. Não sei. Eu não sei nem o que foi feito. Nem sei o que aconteceu.

Os gajos não te falaram não. Quando o faz, cria um monstro que não tem rosto. Ele joga teoricamente essa culpa para a facção. E a dona Sónia, que é a mãe da Elisa, ainda hoje continua procurando o corpo da filha. E essa é a única justificação que ele tem para não revelar onde está o corpo, não é? Teoricamente a facção que sabe ele não.

O legado, o filho e o fim. No final das contas, o Bruno saiu da cadeia. Ele tenta voltar ao futebol, joga numa equipa menores, dá entrevistas. A vida dele, se se for olhar no final das contas, parece que de certa forma até que andou. Para a dona Sónia, infelizmente a vida da Elisa terminou em 2010.

Só que no meio deste abismo todo ficou o Bruninho, que é o filho deles os dois. O filho hoje, Pazmo em si, também é guarda-redes e transporta não só o nome, mas o sangue de O Bruno também, não é? Epá, quero ser conhecido como um guarda-redes falha a pouco, um guarda-redes decisivo, que garante títulos para o Botafogo, que traz título para seleção, que é cotado mais vezes para seleção e assim que me quero ver no futuro.

Pois desde o Atlético Pan já vesti uma camisa muito pesada que era do Atlético e desde então já percebi que estava a ficar sério, que tinha hipótese de eu apanhar a seleção. Sim. Só que ele não foi criado pelo Bruno. Na verdade, foi criado pela avó, que ainda hoje vai atrás responsabilizar o Bruno pelo que de facto aconteceu.

Falarias hoje ao Bruno se tivesse frente à frente com ele? Olha, perdoar não perdoaria. Você já declarou isso. Mas diria o que para ele que Deus é um Deus veloso. E se ele não tiver medo? da ira da mão de Deus pesar sobre a sua cabeça. E a única coisa que eu quero dele é os restos mortais da minha filha. Ainda tem esperança de contar? Eu tenho.

O Bruno diz mesmo que a única pessoa que ele deve satisfação é ao miúdo, ao miúdo. Diz que trocaria os seus anos de liberdade pela informação do corpo. É uma fala até muito bonita para um podcast, mas sabemos a verdade por trás e sabemos que palavras não desenterram ossos. A sensação que fica depois deste longo depoimento do Bruno é que tem um puzzle que não pode ser concluído porque parece que alguém propositadamente tirou ali algumas peças, misturou e deitou fora.

Este Bruno de 2026 é mais articulado, é calmo e tem uma narrativa pronta. É aquela narrativa do homem omisso que como que foi engolido pelo sistema, percebe? Se ele é só um monstro frio ou então um cobarde que envolveu-se com gente perigosa, talvez a gente nunca saiba a verdade absoluta por trás daquilo ali.

Só que o facto que permanece, pá, é que a Elisa, querendo ou não, foi morta, foi gerado um filho, está vivo até hoje aí, a crescer sem mãe. E o silêncio, o silêncio até hoje continua a ser a resposta mais elevada que o Bruno consegue dar. É isto para o vídeo de hoje, pá. Se gostou, esmaga o gostei, comenta a tua opinião e se subscreve o canal aqui para receberes mais vídeos iguais a este.

Eu espero ter feito a diferença no seu dia, da mesma forma que saiba, fez ficando aqui até agora, até ao fim e vejo-te no próximo vídeo, beleza? Valeu, falou e fui. [música]